Kick Stones (The Boys) – West Side Cowboys
Banda formada em Manchester, Inglaterra, uma terra prolífera dos bons sons e novos estilos do rock n´roll. Dali surgiram Buzzcoks, Joy Division, New Order, Smiths, Oasis, Chemical Brothers e tantas outras, cada qual com um estilo diferente e importante para o cenário do rock. Desta vez, uma banda com quatro jovens, formada em 2023, emulam um som puxado ao indie rock americano, que lembra uma mistura de Pavement com Velvet Underground, e tantas mais referências que você possa colocar. Kick Stones é o primeiro single do primeiro disco da banda à ser lançado em agosto deste ano. Até então, o quarteto tinha lançado um EP com cinco músicas e dois singles. Seria a resposta britânica ao Geese? Eles abriram a turnê europeia dos americanos.
Magdalena – Smashing Pumpkins
Não vamos esperar o próximo Siamese Dreams ou o novo Mellon Collie de Billy Corgan, mas o single Magdalena, representa um pouco esse espírito retrô da banda de Chicago. A faixa faz parte de um disco secreto, chamado Zodeon at Crystal Hall, o décimo quarto de estúdio dos Smashing Pumpkins, lançado no final de 2025, somente em vinil e disponível para venda na casa de chá Madame Zuzus, pertencente à esposa de Corgan, Chloe Mendel Corgan. A faixa lembra os lados B´s do Mellon Collie, com um cheiro de anos 90, bateria seca de Jimmy Chamberlain e guitarras econômicas de James Iha e Corgan. É seu líder egocêntrico fazendo um som econômico e no ponto.
Third Side at The Moon – Modest Mouse
Ao ouvir essa faixa, me remeto aos anos 2000, década, se é que pode-se dizer, de ouro desta banda de Washington. Na última década em que o rock foi relevante para o mercado, o Modest Mouse despontou com dois discos que ficaram nas paradas e com faixas que tiveram um certo destaque, principalmente do álbum We Were Dead Before the Ship Even Sank, de 2007. Deste trabalho, saíram as clássicas, Dashboard, Fire It Up e Missed the Boat. Neste ano, a banda tinha até Johnny Marr, dos Smiths, como integrante em sua formação. Em Third Side at The Moon, a banda repete uma fómula sonora muito bem feita por eles e que virou marca registrada. Um indie rock, misturado com post-punk e o vocal peculiar e bem colocado do seu líder, Isaac Brock. Após cinco anos sem lançar um novo disco, com direito a vinda para o Brasil e tocar em uma tarde de sexta-feira no Lollapalooza, a banda soltou este single que fará parte do oitavo álbum de carreira, à ser lançado em 5 de junho, intitulado An Eraser and a Maze.
Vertical Worlds – Ecca Vandal
Olha, já vi lugares aí dizendo que é a redefinição do hardcore, mas vamos com calma. É um som com muita energia, cantado pela sul-africana, radicada em Melbourne,na Austrália, Ecca Vandal. A cantora faz um som rasgado em alguns momentos, com peso, um vocal rouco, hora cantada, hora em formato de rap, com muito estilo e muita dança. Dá para fazer uma dancinha de Tik Tok com suas músicas. Ela mesmo emula uma persona de uma garota despojada, com cabelo azul, roupas peculiares e muita vibração, tanto nos clipes, quanto em suas apresentações ao vivo. A faixa faz parte do seu segundo disco, chamado Looking For People to Unfollow, com faixas melhores que esta escolhida para performar nos streamings. A banda que a acompanha é muito boa, pesada, e seu talento vocal funciona tanto nos gritos quanto nos sons mais melódicos.
The Crop – Liminal
Mais uma banda da Austrália, desta vez de Sidney. Com um som peculiar, que lembra em alguns momentos os conterrâneos do King Gizzard e em outros o Tame Impala, o Liminal, uma banda aparentemente formada por moleques bons em seus instrumentos que emulam nesta faixa um som puxado para o psicodélico, puxado pelo experimental e progressivo em outros momentos. Essa faixa usa bastante as guitarras, com muitas passagens rítmicas, não muito usual, que junto ao sintetizador, emulam um som bem viajante, orgânico e viciante. Eu estou preso em The Crop faz uns cinco dias. A banda já lançou dois trabalhos, o álbum Place, de 2021, e o disco White Dots, de 2023, que tem uma sonoridade próxima ao single The Crop. Se for nesse caminho, a banda daqui a pouco está tocando nos festivais alternativos pelo mundo. A banda tem em seu líder, Alako Miles, baterista e vocalista, o ponto central da excentricidade, sonora e estética.