Lançamentos com notas

Lançamentos com notas

Tempo de leitura: 6 min

Nasci pra Ser – A Julia Costa

A Júlia Costa é uma rapper paulista, de Mogi das Cruzes, que vem chamando atenção na nova cena do rap feminino. Na verdade, ela já não chama mais atenção, é uma realidade aos olhos vistos que, ao lado de rappers como Duquesa, Ebony e outras, canta a verdade e o empoderamento feminino. Vendo vídeos de apresentações ao vivo, dá para sentir o que as letras significam para o público. A rapper já lançou dois trabalhos, um em 2023, intitulado Brutas Amam, Choram e Sentem Raiva, e, em 2025, o aclamado Novo Testamento, uma pedrada que descobri tardiamente, mas não sai da minha playlist. A faixa Nasci pra Ser foi criada para fazer parte do projeto alemão COLORS, que reúne novos artistas cantando em uma sala monocromática, apenas com um microfone. A Júlia Costa é a primeira brasileira a participar do projeto. 

Avaliação: 4 de 5.

Falling Out of Love – The Strokes

A banda salva, mas o Julian Casablancas já é difícil cantando normal, com auto tune então, não dá.  

Avaliação: 2.5 de 5.

Who’s Been Fooling You – The Black Keys

Foi uma banda para a qual fiz vista grossa durante muito tempo, mas tenho que reconhecer que os caras, um duo na formação, são talentosos e fazem um rock muito bom e digno. No décimo quarto disco, Peaches, lançado há poucos dias, a banda faz covers de artistas de blues que certamente serviram de referência para esse tipo de som mais orgânico, calcado nas raízes americanas e nos sons negros das décadas de 40 e 50. Publicações criticaram, outras elogiaram, mas não tem como uma banda soar tão inovadora depois de mais de 20 anos de estrada e tantos discos lançados. Se o ponto foi homenagear suas influências, ponto para os caras. 

Avaliação: 4 de 5.

Arrogant Boy – Deep Purple

Quando ouvi pela primeira vez, sem sequer ter visto comentários ou entrevistas da banda, o som me levou automaticamente ao Purple dos anos 70, de Machine Head e In Rock. A banda, mesmo sem Jon Lord e Ritchie Blackmore, conseguiu fazer uma música digna de sua história. Vale lembrar que uma banda com mais de 50 anos de carreira, um dos pilares do rock, não deve mais provar nada a ninguém. Os caras não soam como uma forma caricata de si mesmos, continuam lançando discos inéditos e não vivem somente do passado. Tudo me chamou atenção nessa faixa. A cozinha precisa de Ian Paice e Roger Glover, o órgão de Don Airey, o vocal de Ian Gillan, muito bem encaixado na música, e a guitarra econômica do atual guitarrista, Simon McBride, faz muito bem ao estilo da banda. O vigésimo quarto álbum de estúdio do grupo, chamado Splat, tem produção do famoso Bob Ezrin, que dispensa comentários, e sairá no dia 3 de julho. A banda tem uma apresentação agendada no Brasil, em São Paulo, no dia 5 de dezembro. 

Avaliação: 4 de 5.

Rough and Twisted – The Rolling Stones

A mesma citação que fiz para o Deep Purple serve para os Stones. Não precisam provar mais nada e, mesmo assim, ainda entregam qualidade. Nem todos os artistas consagrados conseguem isso. Os próprios Stones já derraparam em alguns trabalhos na carreira, mas faz parte. A banda lançou um bom rock com essa faixa que abre o disco Foreign Tongues, o vigésimo sétimo álbum de estúdio desses caras que estão há mais de 60 anos na estrada. Tem um bom conjunto de guitarras, uma bateria encorpada e Mick Jagger cantando com vontade e tocando sua famosa gaita. O disco foi produzido novamente por Andrew Watt e conta com participações de Paul McCartney, Robert Smith, Steve Winwood e Chad Smith, além de um cover de Amy Winehouse e Chuck Berry, além de uma faixa com Charlie Watts na bateria. 

Avaliação: 3.5 de 5.

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