O vocalista do Deep Purple, Ian Gillan, foi visto recentemente atendendo fãs ao lado de um acompanhante, que segurava suas mãos enquanto caminhava. O gesto chamou a atenção nas redes sociais e levantou dúvidas sobre sua visão e uma possível aposentadoria da banda.
Em 2025, o lendário vocalista já havia declarado que enxergava apenas 30%. O cantor chegou a dizer que usa a visão periférica para ler telas de computador e realizar tarefas cotidianas.
Usar a visão periférica significa enxergar o que está nos cantos dos olhos, como formas, luzes e movimentos, sem precisar virar a cabeça ou mover os olhos do ponto em que estão focados. Ela é fundamental para ter noção do espaço, andar com segurança e perceber perigos ao redor.
“Só tenho 30% da minha visão hoje em dia. Não vai melhorar. Isso torna a vida misteriosa […]. Acho que, se perder minha energia, eu vou parar. Não quero ser um motivo de vergonha para ninguém”, declarou o vocalista à revista Uncut.

Recentemente, o vocalista voltou a falar ao jornal inglês The Independent sobre o caso, mas deixou claro que jamais falou em parar com a banda.
“Eu não disse isso [que estávamos perto da aposentadoria] de jeito nenhum e nunca disse. E jamais diria isso. O que eu falei foi que, quando sentisse que não tivesse mais forças, aí sim me aposentaria. Também disse que minha visão estava piorando, e todo mundo respondeu: ‘Ah, então você vai se aposentar?’. Ora, eu não canto com os olhos”, reforçou Gillan, hoje com 80 anos.
Já Ian Paice, de 77 anos, integrante do Deep Purple desde a fundação da banda, em 1968, antes mesmo da entrada de Gillan, avisou que parar seria difícil. No entanto, as turnês mundiais podem chegar ao fim, diminuindo o ritmo das apresentações ao vivo.
O Purple lançou recentemente o ótimo disco Splat, um álbum com uma sonoridade pesada e bem parecida com os trabalhos da fase dos anos 70 com Gillan, como In Rock e Machine Head. A banda está em turnê e vai tocar no dia 5 de dezembro, em São Paulo, no Suhai Music Hall.
